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Primeiro museu de economia da América do Sul está cada vez mais próximo

Primeiro museu de economia da América do Sul está cada vez mais próximo

live_resumo Primeiro museu de economia da América do Sul está cada vez mais próximo
Um espaço interativo, lúdico e acessível para todas as faixas etárias que trará objetos, informação e curiosidades sobre o universo do dinheiro, das finanças e da economia como um todo. Assim será o primeiro museu de economia da América do Sul. O espaço, idealizado pelo Banco Central, e que está em construção no Edifício-Sede do BC, em Brasília, foi o tema da LiveBC #31, transmitida na tarde da segunda-feira (11/3).
Spoilers do novo museu
O projeto do novo museu surgiu de uma preocupação de ir além e trazer conhecimentos de economia e de educação financeira.
"Queríamos que a abordagem fosse reflexiva, lúdica e didática, que os visitantes do novo museu passassem pela experiência sem se dar conta do momento de aprendizado", disse Carolina Barros, Diretora de Relacionamento, Cidadania, e Supervisão de Conduta do BC.
Para viabilizar a reforma, a equipe do museu estruturou um projeto, aprovado pela Diretoria Colegiada do BC que, em 2019, foi contemplado por recursos do Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD) do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O novo museu terá quatro seções principais: economia, educação financeira, sustentabilidade e história dos meios de pagamento. Esses assuntos serão tratados em mais de dois mil metros quadrados, nos quais os visitantes vão poder interagir de forma analógica e digital. 
A atração de destaque do novo museu será a Numisfera, revelou a Chefe do Museu de Valores do BC, Karla Valente. "Será uma espécie de supervitrine, onde vamos mostrar vários exemplares de meios de pagamentos, como moedas, cédulas, cheque, cartão de crédito, Pix e documentos antigos", explicou Karla. 
"Teremos também um supermercado fictício para todas as idades. E, derivado de uma série de sugestões, vamos poder tocar em uma barra de ouro, mas é claro que não poderemos levá-la para casa", disse a diretora Carolina. 
2025
A obra do novo museu do BC entra agora em sua fase final de implementação das atrações. "Estamos, atualmente, trabalhando para detalhar as atrações e formatar a licitação que buscará a empresa que trabalhará conosco nessa implementação", contou Karla. "Em paralelo, trabalhamos com o registro do novo nome e da nova marca do museu", completou Carolina. 
De acordo com a diretora, o novo museu deve ser inaugurado em 2025. Até lá, o antigo museu ainda pode ser visitado de forma virtual. Basta clicar aqui.
Acervo
Carolina celebrou a importância do acervo em poder do BC para toda a sociedade: “São objetos que contam a história do meios de pagamentos do país, como cédulas, moedas, documentos de valor, condecorações, barras e documentos de ouro, em torno de 135 mil peças”. 
Ela explicou que a lei que criou o Banco Central é de dezembro de 1964. Em 1966, já houve a primeira compra de coleção de objetos, cédulas e documentos de valor pelo BC. “O Banco Central começou a fazer guarda sistemática dos padrões implantados desde então. Além disso, toda vez que uma cédula nova é lançada, as 20 primeiras unidades emitidas vão para o acervo do Museu de Valores”, afirmou a diretora. 
Entre os objetos do museu, há alguns itens importantes para a história do país, como a peça em ouro da coroação de Dom Pedro I, de 1822, que teve apenas 64 unidades produzidas, estando duas delas em poder do BC; um denário de Roma, produzido em 144 A.C.; a condecoração da Ordem da Rosa, feita por Dom Pedro I para perpetuar a memória de seu segundo matrimônio, com dona Amélia; a pepita Canaã, com 61 kg, dos quais 57 são de ouro, que é a maior pepita já encontrada até hoje (foi achada em 1983, em Serra Pelada, no Pará); e uma moeda de 960 réis de 1809, que só o BC possui, entre outros objetos.
Em resposta a um internauta, a diretora Carolina também aproveitou o espaço para confirmar o lançamento de uma moeda comemorativa de prata em homenagem aos 200 anos da Primeira Constituição do Brasil e da criação do Poder Legislativo. O lançamento deve ocorrer no mês que vem.
Homenagem às mulheres
Como forma de homenagear as mulheres pelo Dia Internacional da Mulher, celebrado na sexta-feira (8/3), a LiveBC #31 contou apenas com participações femininas. Além de Carolina e Karla, também esteve presente a Assessora Sênior do BC, Camila Muniz, que intermediou a conversa.
"Mais que um mês comemorativo, março é um mês reflexivo. Ainda temos muito a conquistar. É preciso, por exemplo, discutir como buscar mais equidade nos tempos de fala e escuta e mais reconhecimento e respeito por nossa competência e pelos resultados que entregamos no dia a dia de trabalho. Essa live é uma homenagem ao legado de Tereza Grossi, primeira diretora do BC, dona de um imenso conhecimento técnico, que nos deixou ano passado. Precisamos reconhecer seu papel de precursora, pioneira nesta instituição”, afirmou Carolina.
Assista à íntegra da live aqui. Saiba mais sobre o projeto do novo museu do BC aqui.

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